domingo, 11 de novembro de 2007
sábado, 27 de outubro de 2007
imaginação
sinto a pluma do vento a me tocar
ouço o barulho de uma sinfonia em uníssono
grito em surdina
o toque dos meus dedos não sinto
nem enxergo nada
apenas pego o fim do mundo
na vasta e curta paisagem imaginária
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Percepção
observei atentamente todo furor que me causava
cada centimetro de mim virou sinfonia
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
dancem macacos, dancem...
não vejo nada
olho a construção sagrada
não vejo razão
olho a fé alheia
não compreendo
viver não e necessariamente transcendental
existo nao sei como, nem me importo
conformo-me em acreditar no evoluir
e o que somos? macacos que criam seus próprios deuses.
E O QUE SOMOS NÓS?
AQUI ESTÁ A RESPOSTA: http://www.youtube.com/watch?v=dPH3iynhqK4
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Solução de alquimista
palavras e vidas
cheiros com toques
minha vida com tua morte
acrescento tédio
mexo e aqueço por uma eternidade
vejo a quantos graus está distante
espero apurar no olfato de cada hora
contos os minutos de angustia
depois páro um pouco
tento pensar na imagem
prossigo
quebro entulhos de lembranças
junto com uma gota de solidão
jogo fota o espelho do tempo
alquimia...
afogo o gato preto que me espia
conceitos
Nem todos os encantos
Nem toda perfeição
Nem toda vida
O que forçamos nos força
E somos levados por ela
Nem todos os sentidos
Nem todos os gritos
Nem todo dor
Nem todo amor
O que quero é sempre distante
e nos distanciamos por ela.
Meu querer
escrever sem forma
Escrever no ar
Escrever sem pensar
Quero escrever
Escrever sem contaminar
Escrever imperfeito o perfeito
Escrever só para mim
Escrever sem pretensão
Quero escrever
Escrever e jogar fora toda teoria
Escrever e descartar a grafia
pensando
Ilusao de tudo
Toco no tom do canto
Escondido da vida
Grande entardecer
Ilusão de mim
Me jogo
Me mato
Pequenino viver
Consola, dá prazer
Me acalma
Em meu pequeno viver
sábado, 1 de setembro de 2007
desconhecida
de cabelos alongados, esticados, enfeitados
que vivem em descompasso com suas vidas unicas...
por vezes insolita, incompreenciveis, desconhecidas
e são apenas mulheres, pessoas...
com vida repleta de algo que não sabemos o que
em seus mundinhos particulares.
as vezes alegres
mas incontestavelmente tristes.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
virtualidade
Sons, letras, imagens e solidão.
Quadrados todos: quadrados nós, quadrado esse espelho a minha frente, mas arredondo para ser "feliz". ?Mundo breu.
Converse com os dedos você também. vamos, siga-me.
Estou na sua frente, agora e quando quiseres. Abra esta pagina... se não me quiseres feche...
O que queres aqui?
Visualizar sua alma vazia?
Despistar a solidão? ou simples sede de conhecimentos?
Rotulemos como quisermos.
Estaremos sempre, em nosso mundinho quadrado.
não estar
é o beijo que não anseio
é o toque que insinua fúria
a ausência procurada por mim
cuspida no outro
amargura conquistada, lâmina...
visão parada no ar
vontade que sumas
tenho, quero e sinto
ausência
terça-feira, 26 de junho de 2007
É
é a vida que se renova
é um algo de insolúvel
é o não saber futuro
é segurança insegura
É sonho real
é tarde e brisa
é mais... vontade
No tempo e instante
No tempo desse instante
Só desejo os lábios e corpo
No instante deste tempo
Quero aproveitar a intensidade
Sentir o Maximo que posso
E apenas desejo e quero ter
Ter o que eu suspiro
Em arrepios só desejo
Um único ser que me deixa plena
É bom...
Mais que ter o mundo
No tempo e no instante que me vens
E que continues sendo meu querer
Meu único querer neste tempo
Quem dera ser eterno
Só te querer e ser querida
No mesmo tempo
Com amor e paixão
Entre seres e instantes bons
sexta-feira, 18 de maio de 2007
claro
em um querer mais que intenso
manso e fulgaz
canibal no sentir
em segundos intermináveis
reajustes inevitáveis
pura agonia insana
puro e reluzente
incansavel procura de um só
domingo, 15 de abril de 2007
pq apenas eles podem ser eternos
eu sou a minha arte
pq é nela que me realizo
eu sou também o prazer
pq sinto intensamente todo gozo e dor da vida
eu sou o infinito, pq estou no infinito de possibilidades.
domingo, 25 de março de 2007
Apenas um dia
Não adiantava ouvir o som que vinha da existência alheia, ela só queria não estar lá.
Sabia que respirava, sabia que era só, sabia que tudo mais precisava não parar, mas ela com olhar cansado se fez unica no universo, seu univeso particular. Passou horas e horas sem mover um músculo, imaginou estar morta. Mas como poderia se ainda respirava? Como poderia se não conseguia parar por sequer um segundo de imaginae? Como poderia? Como?
Tentou não respirar, mas a imagem de um desespero a trouxe de volta. Era só medo e confusão, era só desejo e nada de motivação. Olha para a janela que esquecera aberta, imagina que a chuva tornou-se um furacão que a levou para tão longe de tudo e ao mesmo tempo para tão perto dela mesma.
A luta por mais uma vez estava quase perdida. Será que desistira? Quer um cigarro para retornar a vida, pega-o. Sente o pulmão respirar com um pouco mais de coragem, sente-se tonta e quer acordar.
O telefone toca diversas vezes. ela imagina não atender. Mas a mão está tão perto! Diz alô sem motivação e ouve uma voz que há tempos nao quisera ouvir. Emudece, respira, reage. Olha para o tempo que em cinco segundos havia passado o dia. Já era noite, ou melhor, o dia escurecera.
Consegue, ainda sem vontade, sair pela porta, percorrer o corredor, olhar sua face no espelho quebrado. A destruição era visivel, mas não completa. Estende a mão para sentir a chuva escorrer por entre os dedos, ganha força e respira com um pouco mais de vondade.
Maquiagem, bolsa, mini-saia, blusa insinuante, cigarro, medo, desespero, salto alto e mais uma noite de solidão.
Membros, corpos, desejos, dinheiro, nojo, violência e mais uma noite de solidão.
Era apenas mais um dia de sol, e ela sabia exatamente o qeu não ia fazer. Deitava-se no sofá e esperava o tempo passar.
(escrito em 16/06/2006 - publicado hoje)
quinta-feira, 22 de março de 2007
procura
algo inovador
penso, penso e calo
procuro uma "novidade média"
olho nos teus olhos
busco profundidade
mas o problema é que estou tão superficial!!!!
reclamo mas nao mudo
apenas espero um acontecimento
prefiro olhar o mar
lá é eternamente profundo
lá consolo minhas culpas e desejos
quarta-feira, 21 de março de 2007
novo passado
relevei novas...
vi uma quebra de desejos
ouvi um grito imenso
me rasgou por dentro
mas nem doeu
estar aqui ou ali dói bem mais
é assim que eu desejo voltar ao utero materno
lá havia proteção
segunda-feira, 19 de março de 2007
nem sei
alcançar meus desejos mais intimos
viver
conhecer o menos de ser o suficiente
ter mais sonhos que realidades
sair de todo esse instante
morar mais além
presenciar a particula inevitável
chegar no fim pra enxergar o começo
ser
ser o que eu nao imagino
o que tenho vontade e reprimo
gargalhar em rodopeios
pra nao viver de choro inerte
escrever mais do que anseio
tocar minha indexa existencia
mas nao posso
nao chego
apenas paro em palavras
e delas me imagino realizada
queria ter mais e mais e mais
mas nao tenho
segunda-feira, 12 de março de 2007
insana
tenho olhos de águia...
vejo tudo a longo alcance, mas nao me vejo.
vejo pedaços de algo que nao é meu, vejo pessoas ao redor
tento tocar, só tento....
mas meus braços são curtos e lentos.
é assim q sou, é assim que quero dar-me a vida
insana eu sou...
desejando a impossibilidade.
sábado, 10 de março de 2007
não é necessário titular
tomo todo o sentir
emudeço minhas palavras
crio um campo de força
e tento me proteger
sentir dói
busco significados
sofro na felicidade
ser feliz dói
porque tudo acaba
nao explico nem me esforço
quero compreender
mas até viver dói
então quero findar tudo
quero racionalizar
emoções dói
domingo, 4 de março de 2007
sons e sentidos
é o som que nasce do meu ser
que pulsa num instante inconstante
que faz tudo ao redor ficar transcendente
e eu nem sei se existe ou eu apenas invento
existe ou apenas invento???
é a minha eterna duvida
sábado, 3 de março de 2007
PENSAMENTOS VIRTUAIS DE UM BLOG EM CONEXAO COM PESSOAS!
repousei.
repouso todas as horas não sei o que eu quero
ou quem eu quero
e essa agonia é algo que vagueia a minha mente mesmo quando eu quero expulsa-la.
leve desespero sem eu ter como ao menos me defender
sou um bicho acuado querendo me proteger
contorço, me esmago
longe de mim mesma, olhos de quem me vê
e tentam me ajudar
nem conto comigo
nem a mais branda voz me acalma
nem o mais meigo afago me consola
sou um bicho acuado dentro de uma selva desconhecida
gemendo de agonia...
nessa viagem virtual nem sei mais
o que pensei a 1 minuto atrás
apenas penso outras coisas que imagino serem novas
no mesmo momento em que nada de novo é produzido
tenho a capacidade de meramente reproduzir
nÃo sei por sorte ou criatividade intensa
caio na ilusÃo de imaginar o que já foi imaginado e simplesmente pensar que é
...
inigualavel
pura
pura ingenuidade bela
bela ingenuidade pura
aí me dizes: a beleza é um estado da coisa
e o puro é o mais imundo possivel
ser..
pensar...
e ser o que é? é o ser o que?
pow
o ser...
filosófico demais pra expor na minha và existencia qualquer julgamente a priori
nem o dito mais sábio chegou perto de descrever o ser
pq nem ao menos conseguimos saber quem somos
magina falar do tal do ser tÃo falado por pessoas que se imaginam superiores de intelecto
então pra nao retornar ao engano jogo tudo no lixo
teorias e pensamentos
engano...
engano é estar aqui, é estar ali
engano é imaginar que somos
quando não somos...
não passamos de poeira estelar
acumulo de atomos em movimento
querendo a todo momento saber
e saber! mas pra que mesmo?
nao dou respostas, cogito possibilidades
pra que tantas questões?
pra que tanto acumulo de conhecimento?
nao consigo formular verdades!
nem ao menos fabricar mentiras!
fico no cogitar, e nao afirmo
nada...
nem de mim, nem do outro.
isso me parece um crise racional...
Eu vivo em crise meu caro
vivo em crise existencial, crise racional, crise emocional
crise criacional
crises e mais crises
ai e que eu retomo a viagem.
sou um bicho acuado
vivo em agonia em meio a tantas crises
já tive que pegar no meu proprio pescoço
já tive que acordar, voltar ao mundo...
e vivo no muro entre dois universos
agora me centro em um
esse vc está me acompanhando
o outro...
ah, esse outro!
eu gosto e sinto panico!
pena eu não saber onde fica a porta de entrada.
apenas chego lá
queria trancar-me pq talvez a realidade esteja lá
pq não?: só pa passo mais tempo nesse universo cansativo?
nesse universo em que sou presa, acorrentada, poldada
desconhecida, amargurada...
pq não em reconheço e ninguem consegue me alcançar
eu grito e nao deixo
sou pura insatisfação
aí por isso q tenho mil rumos em um minuto
e sigo cansada ofegante cada pulsar de instante
repeti essa frase: e sigo cansada ofegante cada pulsar de instante
e disseram-me : SIMPLESMENTE PERFEITO
perfeito é a maneira de enxergarmos a perfeição
isso não passa de mera junção silábica.
até isso "criamos"
inventamos o inventado a luz da nossa imaginação
agora o tempo acabou
finda-se na minha imortalidade
CONTO... VIDA EM VIDAS
Todo dia era como um único na vida. Marilia sempre achou que uma vida não seria suficiente para tudo o que gostaria de viver. Fazia mil coisas ao mesmo tempo e nada a satisfazia. Queria mesmo viver mil vidas em uma. Não admitia uma vida normal e não aceitava tê-la dessa forma.
Nascera numa família normal, estudou em colégios normais. Durante sua adolescência pôde mesmo ser como sempre quis. Como num passe de mágica deu um jeito de ser e viver. Aos dezesseis anos acordava ao sol de puro have metal, pela manhã adorava participar de sessões espírita, acabava de descobrir que em suas veias corria sangue cigano. Passava uma parte da tarde fazendo balet clássico e a noite participava de dança de salão.
O tempo foi passando lento, breve e intenso. Agora Marilia percebera que era índia e fez questão de estudar xamanismo. Ocupava seus dias com aula de mergulho, no fundo do mar teve o prazer de viver muitas aventuras, mas como achava tudo muito pouco, o skate virou mais um de seus hobies.
Aproveitava verdadeiramente a vida em cada detalhe, das mais diversas formas que poderia ser vivida. Pensava ser e era feliz. Sempre tinha muitas histórias a contar.
Entrou para uma banda de rock, ficou famosa. Andava em becos e vilas, provando de tudo e de todos. Tinha todos os homens e mulheres que queria, era só desejar e todos caiam aos seus pés. Entrou em crise, desistiu da vida de artista. Abandonou a vida urbana e foi morar numa tribo indígena, passou exatamente dois anos e voltou para a cidade.
Apaixonou-se por um hippie em uma feira de artesanato, vendeu tudo e foi viver em Arembepe, viver de artesanato, paz e amor numa vida de bicho grilo, até que tomou enjôo de tanta tranqüilidade.
Começou a buscar emprego, conseguiu numa multinacional, subiu muito rápido de cargo, comprou casas e carros. Tirava férias explorando todas as belezas naturais brasileiras.
Virou homem, foi romântico e canalha. Apaixonou e se fez ódio. De uma hora pra outra virou bicho, um animal doméstico, com donos, amigos e natureza ao redor.
Tornou-se mulher de rua, prostituta, vendia seu corpo por puro prazer, adorava fazer tudo o que uma mulher normalmente não faria. Parou com tudo e foi morar num convento. Ordenou-se freira, cansou, ordenou-se padre. Suicidou-se, virou alma penada.
E em um belo dia, quando cansara de viver tantas emoções, fechou o caderno, guardou a caneta e num ato mortal jogou seus escritos ao vento.
PESSOA PLURAL
pessoas e tons
olhares e coisas
gestos e fatos
passos rasteiros
ego preocupado
andar firme
vozes turbulentas
tantas diferenças
tudo em comum
pensamento percebido
distraido, inibido
voz ofegante
voz irritante
andar e parar...
olhar e ver
passos e toques
e são tantos
e tantos iguais
pessoas no ar
pessoas no mundo
pessoa em fim
ME ETERNIZE
me faz ser tua mais
me deixa em folha
me deixa nas palavras do teu pensar
me dá a alegria de ser
a tua inspiração
usa teu sentir como algo transferivel
e me eternize
SUPLICAS
de um eu que nao se cala
que abafa e nao se contem
suplicas replicantes
incomoda...
dói...
queima mais que tudo
é um grito que silencia
mas o silêncio nao se suporta
suplicas de um eu que nao quer
mas se expõe além de mim
SENTIDO
Alcançar o infinito
Olhei para vc e não percebi
O agora é mais além
O depois quem sabe tem
Veja o som do mundo
Escute a vida sem ser
O dia amanheceu e eu não sei para quê
Consegui, vejo o som, ouço o que sou
E entre tanta força percebi
Não há nada além do ser como é
QUERER
nao tem, não há como ter
e desejo.........
o beijo..........
a boca.........
o corpo..........
o existir.........
egoistamente, desejo ete quero pra mim
dese......jos...
em possiveis cousas não havia nada, nada a se ver, nada a se querer...
querer??? ser e apenas, as vezes nem mesmo sobreviver.
numa outra (noite) não se esperava mas era dia de parir!
parir sem saber que estava grá¡vida!
e o desejo, nasceu! viva, ele nasceu!
a noite festiva, apenas entorpecida pra ela
nao tinha idéia que se tornaria prazer
mas pariu, pariu desejos e arrepios...
entre toques e excitações estavam eles
ela ofegava de desejos, ofegava de suspresa, ofegava de medo
não sabia e sabia que tudo o que queria era ir mais além
ele, mãos que buscavam... o desejo dela
magnetismo incontrolável
nasceu o desejo.... nasceu um pensar
sexo? apenas sexo?
ainda nao sabiam
outra noite, silêncio...
desejos escondidos
outras noites....
prazer e paixão....
tesão e amor...
mistura explosiva! e ela continua parindo
todos os dias, cada momento
corpos se procuram... cheiros e tudo
as vezes são um e não querem ser mais que isso
agora ela pari e se entrorpece de tanto prazer
ela deseja parir mais desejos
e nao se previne, que venha mais...
e ele é um furacão que a fecunda de desejos
que fecundou mais
que fecundou...
EXTASE
entre nós
furacão....
momento inconstante
inacabado
ansia de querer
a mão busca o furacão
entre elas...
está lá, escondida
linguas e bocas...
pernas e braços...
suspiros e desejos...
folego acabado
dentes e sexo buscam o furacÃo
a resposta: vem que eu quero
corpo nu....
brasas e fogo
fortes contrações entre elas!
forte...
forte...
forte....
q fico fraca
e essa noite eu só quero
explorar
amar
gozar sentir
FORTES CONTRAÇÕES