Era um dia de chuva, e ela sabia exatamente o que não fazer. Deitava-se no chão e esperava o tempo passar, olhava o teto e imaginava que nada mais havia além da sala, do café e do cigarro.
Não adiantava ouvir o som que vinha da existência alheia, ela só queria não estar lá.
Sabia que respirava, sabia que era só, sabia que tudo mais precisava não parar, mas ela com olhar cansado se fez unica no universo, seu univeso particular. Passou horas e horas sem mover um músculo, imaginou estar morta. Mas como poderia se ainda respirava? Como poderia se não conseguia parar por sequer um segundo de imaginae? Como poderia? Como?
Tentou não respirar, mas a imagem de um desespero a trouxe de volta. Era só medo e confusão, era só desejo e nada de motivação. Olha para a janela que esquecera aberta, imagina que a chuva tornou-se um furacão que a levou para tão longe de tudo e ao mesmo tempo para tão perto dela mesma.
A luta por mais uma vez estava quase perdida. Será que desistira? Quer um cigarro para retornar a vida, pega-o. Sente o pulmão respirar com um pouco mais de coragem, sente-se tonta e quer acordar.
O telefone toca diversas vezes. ela imagina não atender. Mas a mão está tão perto! Diz alô sem motivação e ouve uma voz que há tempos nao quisera ouvir. Emudece, respira, reage. Olha para o tempo que em cinco segundos havia passado o dia. Já era noite, ou melhor, o dia escurecera.
Consegue, ainda sem vontade, sair pela porta, percorrer o corredor, olhar sua face no espelho quebrado. A destruição era visivel, mas não completa. Estende a mão para sentir a chuva escorrer por entre os dedos, ganha força e respira com um pouco mais de vondade.
Maquiagem, bolsa, mini-saia, blusa insinuante, cigarro, medo, desespero, salto alto e mais uma noite de solidão.
Membros, corpos, desejos, dinheiro, nojo, violência e mais uma noite de solidão.
Era apenas mais um dia de sol, e ela sabia exatamente o qeu não ia fazer. Deitava-se no sofá e esperava o tempo passar.
(escrito em 16/06/2006 - publicado hoje)
Não adiantava ouvir o som que vinha da existência alheia, ela só queria não estar lá.
Sabia que respirava, sabia que era só, sabia que tudo mais precisava não parar, mas ela com olhar cansado se fez unica no universo, seu univeso particular. Passou horas e horas sem mover um músculo, imaginou estar morta. Mas como poderia se ainda respirava? Como poderia se não conseguia parar por sequer um segundo de imaginae? Como poderia? Como?
Tentou não respirar, mas a imagem de um desespero a trouxe de volta. Era só medo e confusão, era só desejo e nada de motivação. Olha para a janela que esquecera aberta, imagina que a chuva tornou-se um furacão que a levou para tão longe de tudo e ao mesmo tempo para tão perto dela mesma.
A luta por mais uma vez estava quase perdida. Será que desistira? Quer um cigarro para retornar a vida, pega-o. Sente o pulmão respirar com um pouco mais de coragem, sente-se tonta e quer acordar.
O telefone toca diversas vezes. ela imagina não atender. Mas a mão está tão perto! Diz alô sem motivação e ouve uma voz que há tempos nao quisera ouvir. Emudece, respira, reage. Olha para o tempo que em cinco segundos havia passado o dia. Já era noite, ou melhor, o dia escurecera.
Consegue, ainda sem vontade, sair pela porta, percorrer o corredor, olhar sua face no espelho quebrado. A destruição era visivel, mas não completa. Estende a mão para sentir a chuva escorrer por entre os dedos, ganha força e respira com um pouco mais de vondade.
Maquiagem, bolsa, mini-saia, blusa insinuante, cigarro, medo, desespero, salto alto e mais uma noite de solidão.
Membros, corpos, desejos, dinheiro, nojo, violência e mais uma noite de solidão.
Era apenas mais um dia de sol, e ela sabia exatamente o qeu não ia fazer. Deitava-se no sofá e esperava o tempo passar.
(escrito em 16/06/2006 - publicado hoje)
1 comentários:
Um dia que se repeti ao longo de uma vida, tornado-a plena!
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